Eu sempre gosto de falar sobre essa história…
Tudo há quase 10 anos (e como o tempo passa rápido, né?). Eu sempre fui o cara gordinho da turma, com poucos amigos, que não era muito de socializar assim — por mais que quisesse.
Conforme fui crescendo isso começou a mudar: criei novos amigos, era literalmente “popular” dentro da sala. Todo mundo sabia meu nome e eu tenho plena certeza que conversava com pelo menos 20% dela.
Porém, veja bem: isso não quer dizer tanta coisa assim.
Nesse ano — mesmo sendo já amigo de boa parte do pessoal — eu me senti excluído. Teve o aniversário de uma garota lá da sala (que eu tinha uma certa paixão) e todo mundo havia sido convidado.
Exceto quem? Eu e mais umas 4 pessoas, os “estranhos” da sala. Só conseguia pensar que tinha algo de errado comigo.
Foi quando eu comecei a acender essa chama dentro de mim. Antes, era acomodado, não ligava muito pro que via no espelho, apesar de ter a certeza que nunca beijaria nenhuma menina na minha vida.
Daquele tempo em diante o incômodo começou a aparecer, a semente estava sendo germinada. Ainda foram necessários alguns meses para que eu pisasse pela primeira vez em uma academia — e nunca mais saísse.
Foi preciso um despertar para que o incômodo me colocasse em estado de ação.
E graças a Deus que ele apareceu. Musculação me deu mais autonomia, confiança e, hoje, me deu uma carreira em construção. É por isso que eu acredito que ela é um dos maiores mecanismos de transformação de um ser humano.
Obrigado, musculação. Um dia espero te recompensar.
Raphael Ramos.
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